quinta-feira, 2 de junho de 2016

Negação e o Direito de Imagem

Negação e o Direito de Imagem.

Por muito tempo eu não me via, só projetava uma imagem
não sabia que existia, no espelho via miragem
tinha que atingir um padrão,mudar pra ser aceito
reclamava com Deus por ter nascido preto
Fazia o que eles queriam mas não me sentia bem
sentia que não era eu, tentava ser outro alguém
minha mãe coitada, não sabia o que fazer
pra tentar solucionar o problema
deixava eu passar Hene

Alisava o cabelo
queria ser astro de rock
minha auto-estima dilacerada
podia ser tudo , menos ser negro, pode?
a sociedade me dizia e eu ouvia calado
até o dia que na escola por ser negro foi espancado

pra gente é mais difícil
mas agente vai conseguir
só não da pra parar no tempo
temos que continuar que prosseguir

Demorou um certo tempo pra mim descobrir
que nos somos os uns dos poucos heróis deste pais
e que se eu to vivo hoje rimando pra vocês aqui
é que devo a minha vida ao rei chamado Zumbi
sou seu filho, súdito, e carrego pra sempre o seu legado
Do sistema de escravidão da mente
eu fui resgatado
e agora não deixo quieto
não posso deixar barato
ainda vejo a maiorias do meu povo de cabelo alisado
ta errado! se não tiver auto-estima. vocês são lindas como são
não busquem aprovação de opressor
quem vos merecer vai ter que lhes tocar pelo amor
Vocês são a referencia de mudança
a linha de frente da beleza
exijam sempre serem tratadas pelo pronome alteza
são filhas de rei, minhas irmãs, herdeiras de Zumbi
se afirmem como negras, digam cabelo ruim não crespo sim

pra gente é mais difícil
mas agente vai conseguir
só não da pra parar no tempo
temos que continuar que prosseguir

e os meus irmãos
que estão alisando cortando metendo gel, moicano
500 anos de resistência eles estão renegando
fazendo o jogo do algoz, que quer a qualquer custo clarear o pais
a próxima moda no Brasil
vai ser negro afinar o nariz
o que me diz?
do Black, do dread, da trança, do cabelo enrolado
crespo pro alto com garfo espetado
seja negrão irmão, não aceite moreno ou mulato
e assim a vitória vem certamente, é fato

veio pra nós.

Uma verdade Afro.. introdução a verdade afro


Voces dizem-se surpreendidos!

Isso é o resultado de tanto tempo estudando o inimigo

que só olha pro próprio Umbigo

diz que sua democracia é equilibrio

mas do nosso lado da balança

o cotidiano é sempre sofrido

tem nada não, a cada derrota sofrida nos levantamos e os reerguemos

compartilhando a positiva superaçao, sim nos podemos.

Agora contemplem o problema que criaram pra voces

negros de todos os tipos, mulheres, homen, pobres, heteros e gays

negros se reorganizando, questionando suas hipocritas leis

racistas e hipocritas que esbravejam civilidade

civilidade com a policia é só pra quem tem notas

éssa é a verdade

sistema Fascista, só joga quem tem dinheiro

foda-se o povo brasileiro, a missao é transformar a nação num puteiro

sonho de caucasiano é carnaval o ano inteiro.

Plano pro povo negro? Todos leoes de chacara

Engravatados e ou fardados ,

trabalharem no plano de exterminio da própria etnia.

Nas vilas o nosso sangue escorre de graça.

Criam seus “Casas Grande” né, eu sei

Pelé, Neymar, Alexandre Pires e Fernando Holi day.

Diserram pra eles que por terem menos melanina

não são negros, são morenos, parecidos com voces.

- Omita a informaçao, negue a educaçao

proibam de terem historia, não de chance de rebelião

Convença-os atraves da Tv

que é melhor trabalhar muito e obedecer

assim vao gastar tudo em nossas mercadorias

engrenagem fundamental do sistema vai sempre nos favorecer!

Loko seu jogo, perverso o desatino

mas suponhamos que exista um virus, uma pedra no seu caminho

Diremos

Esqueceram da sua herança genetica

a herança de seus tataravos

que mesmo em meio ao caos, nunca negaram voz

Salve a todos os nosso griots lieratura periferica Nois.

Eis nois virus, veneno pro seu sistema

negros que conhecem a própria historia

entendem o seu perverso esquema

E o virus cai na rede,

caguetando seu esquema funesto de prodecer

alertando para a verdade que ninguém aqui se parece com você

que não somos iguaise que você doutrina atraves dos jornais e da TV

que vocês não tem representatividade, que sao a minoria nesse pais

que oque nos difere de você, é simples.

Voces são o fruto cauco, podre, da humanidade.

E que nós, somos Africa, a raiz.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Devolva - nos Jerusalem

Devolva-nos “Jerusalém”

Proposta formal de rendição aos lideres do exercito inimigo.

Na real, eu falo por min não respondo por eles, eu penso assim
Desde pequeno vocês me ensinaram o que Éra NEGUIM
Mas só fui aprender da pior forma possível
Te falo dos anos 90 na escola e você acha isso incrível
Se fui discriminado? sim fui, e ate hoje sou por você!
mas vou falar de hoje pra vê se você consegue entender!

Eu fui NEGUIM, e hoje eu Não sou NEGRÃO, sou “SENHOR NEGRO” pra você
mas vou com calma, a conta gotas, foi lento ate pra min entender
isso foi construído a mais de 500 anos, e não é em 20 e tantos que vou desconstruir
o processo é lento, o advogado é loko
 o judiciário ta comprado,  e só Deus memo que é por min

Ta em toda minha pele, no cabelo, no meu estilo e na minha alma
“Senhor Negro” sim, maloqueiro e trabalhador, e nessa hora muita calma.
se me vejo assim, exijo da sua vista o respeito
não peço nada, não é favor, é meu direito

No meu trabalho me dirijo aos do meu pelotão e peço calma
embora seja visível o sentimento predominante em seus corações, a raiva

Porque não somos nos que nas mão carregamos o sangue
nas nossas, ainda carregamos o amor.

Pros meus eu peço calma e prego o dialogo, e de vocês eu exijo os meus direitos, repito não é favor

educação nos foi legalmente negada
sem duplo sentido na utilização da palavra
a nossa auto estima e psicologia não foi violentada
o termo certo seria estuprada
pra você é a mema coisa? tipo seis e meia dúzia
mas de onde os meus e eu venho,
é diferente o que defende
daquele que somente não acusa
neutralidade não é ação
e pros meus eu divulgo os ensinamentos do mestre que falava de perdão
mais o tempo de vocês estão acabando
não sei se vai dar pra segurar não!

Comparação?Exemplos históricos pra vocês lembrAR, vamos lá!
Um exercito, tipo aquele liderado pelo Muhhamed Negro – Saladino, em Jerusalém:
Avisaram pros cruzados que eles estavam errados,
que era melhor se render
atravessar com vida de volta pra terra de origem,
ou ali naquelas terras, viver,
Mas em paz
uns foram inteligentes e convenceram os seus a entregar a maldita terra santa que milhares dos de salgue ‘Nobre Europeu” hoje jaz.

então eu venho procurar, calmamente, em meio a uma paz oscilante,
dialogar com quem for da "Orda" de vocês, Observe O Levante
manda falar com o rei "Porco",  sua liderança
por que o exercito ao qual eu componho, já ouço sussurros...
de VINGANÇA!

Ass
O Negociador.
Andrio Candido

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Mini Curriculo

Andrio Candido

Ator, professor de historia, poeta, escritor e produtor.


Formado em Historia na Universidade Guarulhos, e em Tecnicas em Artes do Palco no Senac, Andrio Candido é um artista da periferia de São Paulo, Zona Leste, que dialoga com multiplas linguagens artisticas.
Atuando desde 2002 no teatro estadantil, quando venceu o 1 º Festival Estudantil de Teatro de Caraguatatuba com o premio de Melhor Ator, logo veio a São Paulo e passou a cursar oficinas publicas e workshop, a atuar profissionalmente em series como Turma do Gueto, Carandiru – Outras Historias, Antonias, Telecurso 2000 e em longas metragens, Boleiros 2 de Ugo Giorrgete e Os 12 Trabalhos de Ricardo Elias.
Em 2010 passa a atuar na Cultura Periferica com a fundação do Coletivo Cultural Marginaliaria realizando a atividade cultural de rua O Levante em São Miguel Paulista, o Sarau na Cozinha na Biblioteca Publica de São Miguel Paulista Raimundo de Menezes e passou a compor o cenario cultural da cidade sendo convidado para a realização de saraus em equipamentos publicos, Sesc´s e ong´s.Idealizou e coordenou editorial a Antologia Marginal - Baseado de Ponta, antologia de poemas e contos de jovens moradores de São Miguel Paulista. 
Em 2014 lançou o longa-metragem colaborativo Um Salve Doutor, o qual escreveu o roteiro, atuou e produziu colaborativamente com a rede de coletivos culturais da Zona Leste de São Paulo, o Programa VAI da prefeitura , O instituto Criar de Tv , Cinema e Novas Midias e o programa Jovem de Responsa – Ambev.
Fundou o projeto Filhos de Ururai, onde realiza intervenções poeticas nos vagoes de trens da cptm na cidade de São Paulo, e posta estas nas redes sócias para provocar a reflexão sobre o ato, o conteudo e a inercia social.

Atualmente, circula pela cidade exibindo o filme Um Salve Doutor, realiza formações, palestras e rodas de conversa sobre Produção Cultural Periferica e se prepara o lançamento de seu primeiro livro.